Fluminense vira e vence o Flamengo por 3 a 2; Fla vacila, mas garante permanência na Superliga

Derrota por 3 sets a 2 não atrapalha objetivo do Rubro-Negro de permanecer na elite do voleibol; Flu enfrenta Sesc RJ nas quartas-de-final

No fim das contas foi satisfatório para os dois lados. Foi essa a sensação das torcidas de Flamengo e Fluminense após o clássico na noite desta terça-feira (10). A torcida rubro-negra bem que tentou inflamar o ginásio da Gávea, mas o Flamengo não sustentou o decorrer do jogo após abrir 2 a 0, e acabou levando a virada por 3 sets a 2 (25/19, 25/19, 19/25, 17/25 e 6/15). A partida foi válida pela última rodada da Superliga feminina.

A oposta Paula Borgo, do tricolor das Laranjeiras, foi a maior pontuadora com 26 pontos no confronto. Entretanto, a ponteira Neneca – que entrou no decorrer do jogo – ficou com o troféu Viva Vôlei. Pelo FlaVôlei, Bia Flávio e Carla marcaram 13 pontos cada.

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Ao final da partida a ponta Neneca, eleita a melhor do jogo, conversou com nossa reportagem.

“Nós não temos titulares, a gente se completa. Quem tiver dentro entra para somar, não foi mérito só meu, foi do time inteiro que me deu força. Nosso objetivo era terminar bem. Agora vamos entrar nos playoffs com a meta de estar cada vez mais crescendo e buscar resultados”, destacou a autora de 12 pontos no jogo.

O placar só confirmou a classificação do Flu para os playoffs, vaga que já havia sido garantida com antecedência. O Fluminense termina a fase preliminar com 30 pontos (11 vitórias e 11 derrotas), na 7ª colocação. Nas quartas-de-final o Flu faz um duelo carioca contra o Sesc RJ, que venceu o Pinheiros por 3 sets a 0 nesta terça-feira (10) e garantiu a segunda colocação na tabela.

Entretanto o resultado também foi favorável para o Rubro-Negro, que precisava de apenas um ponto para garantir a permanência na elite do vôlei brasileiro. O ponto veio ao vencer os dois primeiros sets e o objetivo conquistado, finalizando a temporada na Superliga com 16 pontos (quatro vitórias e 18 derrotas) e 10ª posição.

Fla não segurou pressão do tricolor no Fla-Flu – Foto: Marcelo Cortes/Flamengo

O jogo: Fla começa avassalador, mas leva a virada

Apesar do equilíbrio inicial e de erros para ambos os lados, o Flamengo logo dominou a parcial a partir da metade. O técnico Hylmer Dias, do Fluminense, bem que tentou organizar sua equipe quando o placar marcava 16/13 para o Flamengo, mas não foi suficiente. Na volta, Natalia colocou no chão e Carla conseguiu furar o bloqueio para fechar em 25/19.

Erros e mais erros era o que significava o Flu. Foi assim no oitavo ponto do Flamengo (08/07) e também no 13/09, em saque na rede de Natasha. O Flamengo sacava muito bem e ia encurralando o Fluminense na rede. O resultado era um Flamengo soltinho no ataque e pronto para também fechar o segundo set em 25/19 após ataque de Nandyala, pelo meio. A vitória parcial por 2 sets a 0 já garantia o Flamengo na Superliga, mas faltava a vitória. Ela não viria.

Hylmer fez duas trocas pontuais para a terceira fase do jogo. Sacou Larissa Gongra, no lugar da central Leticia Hage e também acionou a ponta Neneca no lugar de Mari Cassemiro. Deu sorte, já que o Fluminense equilibrou mais seu passe e começou a achar o caminho da vitória. Erros de ataque do Flamengo em sequência, mostrava que o Fluminense é quem pressionava no momento. E foi assim, em um erro simples da líbero Teny, que o Fluminense diminuiu o jogo para 2 a 1 (19/25).

A confiança do tricolor fez um estrago na linha de passe do Flamengo. Já no início do set a Larissa já fazia um ace em 5/2 no placar para o Flu. Foi na pressão do saque e forçando erros do Fla, que Neneca colocou no chão a bola do empate no jogo: 25/17.

O Flamengo não mostrava reação e insistia nos erros, como o ataque pra fora da Jéssica, em 4/1 Fluminense, e  no saque pra fora da Roberta quando o jogo estava 6/3 Flu. Sempre com Neneca e Paula, o Fluminense só seguiu pontuando tranquilamente até Paula matar o jogo em 15/6 no tie-break.

A ponteira Carla, de 28 anos e muitas passagens pela Superliga, analisou o confronto final da temporada.

“Fizemos dois sets excepcionais e depois deixamos o time do Fluminense jogar. Pode ter sido um relaxamento, a gente vacilou um pouco. Mas o mais importante era o nosso objetivo de se manter [na Superliga] e pensar em fazer o Flamengo ser grande, como ele merece ser, na próxima temporada”, comentou a atleta do Flamengo.

Por: Danilo Goes | Mailson Santana/Fluminense

 

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