Sonhemos

Há certos dias na vida de um rubro-negro que o viver Flamengo é especial. É claro que todos os dias viver o Flamengo é algo único. Mas, há dias que a alma vermelha e preta pulsa mais forte, principalmente nos efemérides mais importantes. Assim foi neste 28/08. O rubro-negro amanheceu sabendo que seria um dia diferente. Com a esperança em alta na certeza de ser quem é. No fundo, todos sabíamos que era o dia. O time era melhor, possuía ampla vantagem, e vinha jogando um futebol mais agradável. Mas o adversário era historicamente “encardido” de jogar em seus átrios. E o rubro-negro precisava de doses de incerteza, precisava de doses de sofrimento durante o jogo. Porque o Flamengo reacende nas dificuldades, nas adversidades mais improváveis.

O Flamengo muitas vezes é um paralelo semelhante à vida. Nos traz lições para o nosso cotidiano. Valeu a pena esperar? Provavelmente. Mesmo que o sonho seja ainda maior, e que a frustração possa vir na próxima batalha. Durante 34 ou 35 anos o rubro-negro viveu alguns desertos e tempos de seca como no trágico triênio 2003-2005 ou as tempestades de eliminações vexatórias, hoje mais uma vez vive um tempo de bonança.

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Independentemente do que o destino nos reservou lá na frente. Aliás, outra lição flamenga; o amanhã não nos pertence. E se não nos pertence, desfrutemos o dia de hoje. E hoje o rubro-negro sente que valeu a pena viver dias não tão honrosos anteriormente para colher o que está colhendo agora. A Libertadores é preciosa porque é difícil conquista-la. E era um sonho distante. Hoje nem tanto.

O rubro-negro acorda no dia 29/08 com orgulho e esperança. Ele sabe que é difícil. E se duvidarem? É até melhor!

Não paremos de sonhar. O futuro é indecifrável no presente. Desfrutemos o momento. Essa alegria que hoje revigora o nosso espírito flamengo. Essa alegria que nos fez gritar aquele “Mengo” preso há muito tempo. Um “Mengo” gritado não com a garganta, mas com a própria alma. Essa alegria que queremos cantar e contar ao mundo inteiro por sermos rubro-negros.

Hoje as ruas do Brasil palpitam essa alegria e reverbera, emana esperança contagiando o ambiente. Que respeitem quem pôde chegar onde a gente chegou. E que sem desmerecer a ninguém, possamos sorrir novamente, como em 1981. Que hoje nos parece tão distante, mas permanece presente emn nossos corações, mesmo daqueles que não puderam viver os dias de glória do time comandado por Zico. E que não fiquemos com a frustração ou a mágoa pela derrota em 1984. Sejamos persistentes como sempre fomos. Já chegamos. E não devemos esquecer que quando nos deixam chegar…

Pois é, estão deixando a gente sonhar. E o que nos impede de sonhar? Sonhemos hoje. Porque ninguém poderá sonhar por nós.
Nenhum objetivo será concretizado se não houver um sonho anteriormente e uma ânsia intrínseca de fazê-lo realidade. Mas façamos acontecer para que o Flamengo possa prevalecer e enriquecer ainda mais a nossa já rica história.

Sonhemos!

Saudações Rubro-negras…

Foto de destaque: Alexandre Vidal/Flamengo

Por: Vinnicius Lima

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