Contando com apoio da comunidade, Niterói Basquete desenvolve o trabalho de base e segue em evolução

Clube participou do seu primeiro torneio internacional com times sub-16 e 17 e presidente fala em entrevista sobre a experiencia

 

O Niterói Basquete Clube segue com seu trabalho de crescimento no basquete do estado do Rio de Janeiro. O clube está confirmado para a segunda temporada seguida no Campeonato Carioca de basquete adulto e, além disso, vem crescendo nas categorias de base. No mês de julho, o Cacique viajou para São Paulo com as categorias sub-16 e 17 para participar da sua primeira competição internacional – a Copa Sul-Americana de Basquete.

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Para que isso fosse possível o Niterói contou com apoio de toda a sua comunidade, que abraçou e vem abraçando o projeto do clube. Presidente do Cacique, Thiago Brani conta para a gente como tudo isso aconteceu, a importância dessa experiencia para todos e os próximos passos do clube. Confira abaixo a entrevista.

 

Delegação do Niterói que esteve presente no Torneio em SP – (Foto: Reprodução Niterói Basquete Clube)

 

Pela primeira vez o Niterói participou de um torneio internacional de base. Qual a importância disso para o projeto?

– Foi uma experiência engrandecedora, tanto para atletas como comissão técnica. Além de trabalhar a confiança dos pais com a responsabilidade de seus filhos. E nós já vemos resultado imediato. Os atletas mostram mais foco nos treinos, maior disciplina com os horários, mais tranquilidade nos jogos e melhor entendimento do jogo.

 

Para que fosse possível a participação na Copa Sul-Americana de Basquete, o clube contou com grande parceria de toda a comunidade niteroiense. Foi feito um financiamento coletivo, vendido rifas, entre outros. Como você avalia esse envolvimento de todos com o projeto? E a falta de investimento no esporte de base?

– É uma situação que vemos com naturalidade. Somos um projeto que começa a dar os primeiros passos, não somos oriundos de clube de futebol e trabalhamos muito a identificação com nossa cidade. Então ter esse apoio da comunidade é fundamental, seja comprando rifa, doando ou até divulgando. Basta ver qualquer documentário ou ter a oportunidade de ver como ocorre a organização dos times escolares nos EUA e você vê a mesma coisa: a comunidade doando, indo aos jogos, os atletas zelando pelo espaço de treino, vendendo rifas, salgados, etc… isso trabalha o senso de união, coletividade, ajuda ao próximo.

Nem tudo virá do Estado e não podemos cruzar os braços e chorar pela falta de apoio. O Estado peca em não dar acessibilidade, não construir ou manter quadras públicas, não buscar estrutura para maiores eventos. Já a instituição privada, que em Niterói não tem a cultura de investir em esporte, só vai abrir os olhos se continuarmos fazendo e mostrando que existe uma grande quantidade de pessoas que se importam com o esporte.

 

Em São Paulo, o Niterói escreveu uma importante página na sua história com a participação na Copa Sul-Americana de…

Posted by Niteroi Basquete Clube on Monday, July 29, 2019

 

Falando diretamente da Copa Sul-Americana, conte um pouco sobre como foi a experiencia de vocês no torneio lá em São Paulo. O que a equipe traz de aprendizado?

– Vimos meninos se transformarem em jovens/adultos. A responsabilidade, a união, a importância com o próximo foram fantásticas. Isso é o que buscamos, transcender a quadra, pois somos professores, educamos através do esporte. Existe a busca por resultado? Sim, claro! Mas vamos além disso, esse é um dos pilares, uma das metas.

 

E quais são os próximos passos do Niterói Basquete Clube, pensando na continuidade e crescimento do projeto?

– Nossos próximos passos é ampliar o número de categorias jogando o campeonato de base do nosso estado em 2020, assim como ampliar o acesso a meninos mais novos e até quem sabe abrir a primeira categoria feminina do projeto.

Meio caminho pra isto está sendo construído graças aos atletas deste ano. Estamos batalhando para conquistar essas metas ano que vem.

 

Diego em ação pelo Cacique – (Foto: reprodução Niterói)

Capitão do sub-17, Diego Dawes também contou sobre a experiencia de jogar um torneio internacional.

 

O que você achou da experiencia de jogar pela primeira vez um campeonato fora do Rio de Janeiro?

– Achei uma experiência única, pois pude junto com o time ter mais uma noção do nível do basquete na nossa categoria, sendo assim vimos o quanto precisamos melhorar e aperfeiçoar para estar entre os melhores!

 

Essa oportunidade aumenta sua vontade de treinar e conquistar coisas pelo basquete?

– Sim, claro. Vimos o nível dos jogadores, altas qualidades e um basquete diferente do nosso (aqui do Rio) sendo assim aumenta minha vontade de treinar para expandir minhas habilidades e brigar sempre com os melhores.

 

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Por: Valdeir Militão  |  Foto de destaque: Divulgação Copa Sul Americana de Basquete

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