Após terceiro quarto de NBA, Botafogo vence o Pinheiros e leva a série para o jogo 5

Com Coelho em tarde inspirada, o alvinegro fez 33 pontos na volta do intervalo e adiou a decisão do classificado para terça-feira, em São Paulo

 

Na tarde do dia 27 (sábado), Botafogo e Pinheiros se enfrentaram no ginásio Oscar Zelaya com objetivos diferentes. Os paulistas buscavam fechar a série em 3-1 e assegurar sua vaga nas semifinais do Novo Basquete Brasil (NBB). Já o alvinegro precisava se recuperar de duas derrotas seguidas e forçar o jogo 5, terça-feira, em São Paulo.

E quem se deu melhor foi o Botafogo. O time de Léo Figueiró começou mal, após sair perdendo por 0x7, e passou quase que o 1º tempo todo atrás no placar. Mas na volta do intervalo, a equipe fez um período digno de NBA e venceu por 33×17, com Coelho anotando 13 de 16 pontos tentados. O alvinegro então abriu 15 pontos de vantagem no placar e só precisou manter isso no quarto final, terminando com vitória por 88×73.

Armador, e capitão do time, Coelho anotou 29 pontos na partida. Sua maior marca no NBB. Além dele, Cauê Borges mostrou estar recuperado da lesão que o tirou do jogo 2 (quase todo) e 3. O ala 19 pontos, 3 rebotes e deu 6 assistências. Pelo lado do Pinheiros, Toledo foi o destaque com um duplo duplo. O camisa 13 fez 12 pontos e pegou 11 rebotes, tendo 20 de eficiência.

 

O Jogo

Após duas vitórias em casa, o Pinheiros veio para quadra com a confiança em alta. Dawkins, com uma cesta de dois e de três, e Betinho logo abriram 0x7 para os paulistas. O alvinegro errava todos os arremessos de dentro do garrafão e mostrava um nervosismo na hora de escolher a melhor jogada. O treinador Léo Figueiró então mandou Diego para quadra, na vaga de Ansaloni. Com o pivô e Coelho mostrando uma mão calibrada do perímetro, o Botafogo engatou quatro bolas de três pontos seguidas, virando o placar para 12×9. Porém o bom momento parou por ai e o quarto terminou empatado em 14×14.

 

Na volta para o segundo quarto o panorama da partida mudou um pouco, pois o Botafogo foi quem saiu na frente. Mas o jogo seguia com muitos erros de arremessos e placar equilibrado, com Pinheiros vencendo por 17×18. O principal acontecimento do período, foi a volta de Murilo as quadras. O pivô passou 5 meses contundido e fez sua estreia pelo alvinegro nos playoffs dessa temporada.

Nos minutos finais do 2º quarto, o jogo melhorou levemente e tivemos algumas emoções. Primeiro Pinheiros foi quem conseguiu uma boa série de pontos com Toledo e Dawkins. A equipe conseguiu abrir seis de vantagem, mas o alvinegro reagiu com Maique e Cauê, virando e botando o placar em 31×29. Porém, nos últimos segundos, Betinho acertou chute de três e deu a liderança do 1º tempo para o seu time: 31×32.

 

Na volta do intervalo tivemos uma partida totalmente diferente. O Botafogo mostrou aquela intensidade que havíamos visto no jogo 1 e aliou isso com um período sensacional do seu armador, Coelho. O camisa 0 anotou 13, dos 29 que fez no total, nesse quarto. Ao lado de Cauê, que fez 8 e deu 3 assistências, jogou os 10 minutos quase inteiros. O alvinegro levou apenas 5 minutos para sair de uma desvantagem no placar, para abrir quase 10 na liderança. O treinador César Guidette tentava parar a partida para frear o adversário, mas não surtia efeito e a contagem continuava a aumentar. O 3º quarto terminou 33×17. Essa pontuação foi 2 pts maior que o 1º e 2º quarto do Botafogo juntos (31).

 

Com o alvinegro tendo 15 pontos de vantagem no placar, 64×49, o último período tinha tudo para ser mais tranquilo. E na questão de resultado, até foi. Porém os jogadores passaram a maior parte dos 10 minutos se provocando. Na metade do quarto, Jamaal sofreu falta dura de Betinho e levantou partindo para cima do adversário. Criou-se ali um bolo de jogadores, mas o pior foi afastado pela turma do “deixa disso”. Betinho foi ejetado da partida por ser a sua 5ª falta. A torcida aproveitava para fazer a festa no ginásio e cantava alto.

O jogo então se encaminhou para o fim e parecia que tudo havia sido superado. Mas assim que a partida terminou, tivemos nova confusão. Jogadores de ambos os times se embolaram e nasceu uma grande confusão. Alguns torcedores chegaram até a tacar objetos dentro de quadra.

 

Após a partida o ala do Pinheiros, Gabriel, (ex-Botafogo) falou sobre o que faltou para seu time sair do RJ com a classificação.

“A gente veio com um plano de jogo, mas acabou não dando certo. O 3º quarto deles foi o diferencial. O 1º, o 2º e o 4º foram equilibrados, mas o 3º foi decisivo. O Coelho teve um grande jogo e com aproveitamento muito acima do que vinha produzindo no campeonato. Esse foi o diferencial. Mas terça-feira tem mais e a gente decide lá em São Paulo.”

O jogador falou também sobre a confusão que aconteceu no final do jogo e se o clima ruim seria levado para a decisão.

“Essa confusão que aconteceu no final, estava desde o jogo 1. Isso é normal, é playoffs. É matar ou morrer”, finalizou.

Estrela do dia, Coelho também falou com a imprensa. O armador falou sobre a sua pontuação, que foi a maior da carreira no NBB e vem depois de um período difícil que teve contusão.

“Foi um momento mais difícil da minha carreira (a lesão) e eu queria volta a jogar em alto nível e estar ajudando os meus companheiros da melhor forma possível. Quem me conhece sabe o quanto que eu trabalho e como me entrego. Tudo isso é fruto de muito suor e trabalho.”

O camisa 0 finalizou falando sobre a volta diferente do Botafogo no 2º tempo.

“A gente conseguiu fazer o que foi proposto antes. O arremesso é confiança, quando o jogador tá com confiança a gente consegue fazer a cesta. E com essa torcida aqui nos apoiando, fica fácil”, encerrou Coelho.

 

Decisão com data e hora marcada

A vaga última vaga nas semifinais do NBB será decidida na terça-feira (30), às 20h, no Poliesportivo Henrique Villaboim, em São Paulo. Por ter tido campanha melhor, o Pinheiro tem o direito de decidir a série na sua casa.

O vencedor da partida vai encarar o Flamengo, que passou pelo Corinthians com uma varrida (3-0).

 

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Por: Valdeir Militão |  Foto de destaque: Vinicius Lima / Tabela Carioca

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