O lado b do futebol carioca: Gabriel Andrezo é o convidado do Tabela Carioca desta semana

No comando de William Faria e comentários de Anderson Silva, Estevão Júlio e Vinícius Lima, o Tabela Carioca da última segunda feira, 06 de maio, recebeu o jornalista Gabriel Andrezo. Ele dividiu algumas experiências e falou do seu mais recente trabalho

Gabriel teve passagem pelo Fut Rio e ganhou notoriedade no jornalismo esportivo ao acompanhar clubes de menor investimento no estado do Rio de Janeiro.

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Gabriel Andrezo contou como começou a cobrir os chamados times pequenos. “Eu comecei a acompanhar os times pequenos aqui do Rio de Janeiro no final da década passada, em 2007/2008. Eu fazia parte de uma comunidade no Orkut chamada “Futebol alternativo” e lá se falava de tudo o que não se via na grande mídia de campeonatos de segunda e terceira divisão… de toda a sorte de coisas que a gente nem imaginava que existia, e aqui no Rio, campeonato carioca de primeira, segunda e terceira divisão. Então, eu comecei a me interessar por isso. Em 2009 eu fiz um blog chamado “Futebol carioca alternativo”. Ía nos jogos por minha conta mesmo. Ainda estava estudando e aí começou essa paixão por acompanhar essas equipes. Em 2011 passei a trabalhar no futrio.net, onde fiquei até dezembro do ano passado. Narrei mais de 400 jogos pelo Fut Rio e agora estou com um negócio novo, a rádio Super Torcida, desde fevereiro deste ano. É muito bacana ter a oportunidade de estar junto a isso; é um futebol de que hoje chamam de futebol raiz (eu não gosto muito dessa expressão, não que ela não seja verdadeira, mas é um pouco deturpada), gosto de chamar de futebol popular, futebol de verdade. Acho que está nas divisões inferiores aqui do Rio realmente”.

O jornalista contou suas experiências na cobertura dos clubes de menor investimento no Rio – (Foto: Patrick Amaro/Tabela Carioca)

Falou ainda da sua expectativa sobre os times cariocas que disputam a série D do Brasileirão. Portuguesa, Boavista e Itaboraí, que disputa o primeiro campeonato nacional de sua história, estão no torneio. “Acho que o Boavista é, dos times do Rio, quem tem mais condição de fazer alguma coisa por conta dos “aqueles”. (jornalista se referiu aos veteranos Carlos Alberto, Ruan e Wellington Silva). Para ele, jogadores com a experiência deles podem fazer a diferença em um campeonato a nível nacional. A questão financeira, segundo o jornalista, também pesa a favor do clube de Saquarema.

Ele também comentou sobre o Volta Redonda, que disputa a série C. “Eu acho que o Volta Redonda tem tudo pra conseguir a subida. É verdade que no Carioca foi um pouco decepcionante porque dependia só de si naquela ocasião, na última partida contra o Boavista e não conseguiu a classificação, pelo contrário, perdeu feio em casa por 4 a 1, e agora no Brasileiro da série C começou bem. Estreou ganhando do Atlético Acreano. Acredito que pelo time que se formou, apesar da perda de alguns jogadores, acredito que tenha sim condição de chegar. A gente torce pra que consiga. É sempre bom ver um representante do Rio indo bem numa competição nacional”.

Um dos destaques do Campeonato Carioca deste ano, o Bangu perdeu alguns jogadores para clubes como Vasco e Flamengo, por exemplo. Sobre isso, o entrevistado falou do esforço que o clube da Zona Oeste carioca terá que fazer para manter o bom trabalho.. “É o lado ruim do regulamento. O Campeonato Carioca classifica para a série D do outro ano. O Bangu, neste ano, foi muito bem, mas quem garante que estará tão bem em 2020? O Bangu perdeu muitos atletas e era esperado que perdesse. Vai depender de muita mão de obra do Bangu para poder fazer um bom trabalho na série D do ano que vem”.

Para aqueles que defendem o fim dos campeonatos estaduais, Gabriel Andrezo deixou um recado: “Não adianta nada, não vai resolver nada e só vai servir para acabar com 80% dos clubes do Brasil e com a origem de muitos jogadores que vemos aí”.

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O jornalista falou também a respeito do calendário do futebol brasileiro, que afeta diretamente a vida dos clubes considerados pequenos. “O calendário tem que ser repensado, não igualado ao que a gente tem na Europa. Aqui sempre foi assim, lá sempre foi daquele jeito e não é por isso que a gente perde jogador. O calendário é um dos problemas, mas não é o maior. É muito mais uma consequência do que uma causa do problema”.

Nosso convidado ainda falou sobre a FFERJ, a passividade dos clubes, a situação do América, clube tradicional do Rio que vive cercado de problemas de gestão e más campanhas em campo, uma brincadeira que viralizou no Twitter e muito mais.

Bate papo descontraído é marca do Tabela Carioca – (Foto: Patrick Amaro/Tabela Carioca)

 

Por: Estevão Júlio  |  Foto de destaque: Patrick Amaro / Tabela Carioca

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