Contagem regressiva para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020

Cerimônia marca o início da contagem regressiva para  o maior evento multiesportivo do mundo

 

Na última segunda-feira (11), foi lançado o pictograma dos jogos olímpicos de Tóquio. Em evento realizado pela organização da competição, as 50 modalidades que farão parte do cronograma foram divulgadas através do vídeo ilustrativo oficial dos jogos.

A cerimônia ficou marcada também pelo ponta pé inicial da contagem regressiva dos 500 dias (iniciou nessa terça-feira, dia 12) para o início dos jogos olímpico.

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Apesar da euforia, o Brasil não passa por um bom momento em relação a investimento nos esportes olímpicos. O país enfrenta uma realidade totalmente diferente dos jogos olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. Com dificuldade financeira, houve redução de investimento em diversas modalidades. O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) se quer traçou metas de medalha até então.

De acordo com o levantamento feito pela folha de São Paulo, o esporte perdeu cerca de R$ 189 milhões de investimentos só na virada de 2018 para 2019. Além disso, outros contratos estão no fim e não serão renovados.

Por outro lado, apesar das dificuldades, alguns atletas são esperanças de medalha em Tóquio 2020.

Almir Júnior é o terceiro colocado no ranking mundial da IAAF. (Foto: Wagner Carmo/ Divulgação CBAt)

Almir Júnior, atleta da Sogipa (RS), nascido em Mato Grosso, que trocou o salto em altura pelo salto triplo, em 2017, é a principal esperança no atletismo. O atleta foi vice-campeão Mundial em Birmingham, na Inglaterra, na temporada passada (2018). No mesmo ano, chegou ao terceiro lugar no ranking da IAAF, saltando 17,53M em Meeting de Guadalupe, no Caribe. Ainda surpreendendo as expectativas, conquistou um bronze em maio, na etapa de Eugene da Diamond League. Resultados animadores e impressionantes para um atleta brasileiro da modalidade, deixando claro que Almir fez o certo em trocar o salto em altura pelo salto triplo.

No feminino, a promessa de pódio fica por conta de Núbia Soares, que assim como Almir Júnior, chegou ao terceiro lugar no ranking mundial, saltando 14,69m. Hoje, a atleta mora e treina em Guadalajara, na Espanha.

Erica Sena comemora a conquista da medalha na marcha atlética dos Jogos Pan-Americanos em Toronto. (Foto: Wagner Carmo/Estadão)

Caio Bonfim também desperta atenção e tem grandes chances de conquistar medalha nos jogos olímpicos de Tóquio. No mundial de Londres, em 2017, o atleta terminou na terceira colocação, conquistando a medalha de bronze na marcha atlética, 20km, sendo o único brasileiro a subir no pódio na competição.

Erica Sena, chegou em quarto na marcha atlética 20km, mas terminou o ano como campeã do circuito mundial da modalidade.

Em 2018, continuou entre as três melhores, subindo no pódio na segunda colocação.

 

 

Já nas provas de velocidade, o Brasil não vive seu melhor momento. Por outro lado, Victoria Cristina Rosa, de 22 anos, se destaca. A atleta fez parte da seleção das Américas campeã do revezamento 4 x 100, na Copa Continental em Ostrava, na República Tcheca. Atualmente, é a melhor brasileira no ranking mundial nos 100 e 200 metros.

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Entrando no top 30 do mundo após correr 10.02 no troféu Brasil, em setembro de 2018, Paulo André de Oliveira pode quebrar o recorde que pertence à Robson Caetano, desde 1988. Paulo André está próximo de chegar a casa dos nove segundos e superar o feito.

Foto: Divulgação CBAt

 

Vale ficar de olho também no Thiago Braz, no salto com vara, que apesar dos desempenhos bem abaixo em 2017 e 2018, espera recuperar o nível que o levou ao ouro no Rio 2016. Pode pintar uma surpresa na final dos 110 metros com barreiras, em Tóquio, com o Gabriel Constantino.

Além das provas tradicionais, os jogos olímpicos de Tóquio, em 2020, terá uma novidade. Será incluído o revezamento misto 4×400, onde as equipes serão compostas por dois homens e duas mulheres.

Brasil também se encontra na briga para a classificação no badminton, com Ygor Coelho, que busca a vaga pela classificação do Ranking mundial. O atleta fez sua estreia em jogos olímpicos no Rio de Janeiro, em 2016, mas foi desclassificado logo na primeira fase.

Como a maior expectativa de medalhas entre as modalidades dos brasileiros, a seleção feminina de futebol já garantiu vaga em Tóquio, assim como a seleção masculina que vai defender o ouro em 2020.

Jogadores da seleção com a primeira medalha olímpica brasileira, no futebol masculino. (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

 

Em 2016, no Rio de Janeiro, a delegação olímpica brasileira contou com um recorde de atletas, 462 no total. Foram sete medalhas de ouro, seis de prata e seis de bronze, fazendo com que o Brasil terminasse em 13ª lugar no quadro geral de medalhas.

Os jogos olímpicos de Tóquio terá início no dia 24 de julho e termina no dia 9 de agosto de 2020.

 

 

 

 

Por: Clederson Bastos |  Foto de destaque: Divulgação CBAT

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