O FairPlay financeiro e a perda de notoriedade mundial do futebol alemão

Desde que o Bayern de Munique foi campeão da Champions, na temporada 2012/2013, nenhum time alemão frequentou uma final da Liga.No caso, a final em questão foi contra o Borussia Dortmund, que foi derrotado pelo placar de 2 a 1. Desde então, os times alemães vêm perdendo notoriedade diante do cenário Europeu. Bayern de Munique ganhou, nesse meio tempo, o status de “freguês” de times espanhóis, e nem é preciso falar dos dois “maiores”, basta falar do Sevilla. Borussia Dortmund vive à sombra do seu rival conterrâneo e sua sina com o Real Madrid vem assombrando o time de Dortmund pelas últimas temporadas.

Há quem diga que a culpa dessa perda de reputação no cenário Europeu é do chamado FairPlay financeiro, modelo de administração seguido na Alemanha. De acordo com o modelo em questão, os clubes se negam a pagar quantias milionárias para a contratação de um jogador em especial, o foco dos times da Bundesliga é justamente o contrário, investir o máximo na base para gerar renda com a venda dos jogadores “pratas da casa”. Com essa limitação na taxa de transferência, os clubes acabam perdendo poder de combate diante de gigantes europeus que estão dispostos a gastar bilhões em grandes estrelas.

Só em termos de comparação, a compra mais cara da HISTÓRIA da Bundesliga custou exatos 43 milhões de euros, no caso, o jogador em questão era Julian Draxler que estava indo do Schalke 04 para o Wolfsburg (2015/2016). Dois milhões de euros a mais custaram o jovem de 19 anos, Vinícius Júnior, para o Real Madrid (45 milhões de euros).

Para se ter ideia, a Bundesliga é, das grandes ligas europeias, a segunda que menos tem receita, o campeonato alemão conta com 502,78 milhões, ganha apenas do campeonato inglês que tem 419,70 milhões de euros em receita. No entanto, das 5 maiores competições nacionais europeias (Inglês, Espanhol, Francês, Italiano e Alemão), apenas o alemão e o francês possuem um saldo final positivo, prova de que são ligas que se negam a pagar a loucura que o futebol mundial vem se tornando com “zeros” infinitos, mas a questão é: seguir o ritmo do mercado e influenciar a evolução descontrolada do capital, ou perder notoriedade mundial investindo em gestão e administração de qualidade? Não se pode ter os dois, e parece que a Bundesliga fez sua escolha.

 

 

 

Por: Leonardo Diegues

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